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18/06/2012

EM SO LEOPOLDO, INDSTRIAS RECEBERAM DICAS DE ESTMULO COMPETITIVIDADE.

Projeto ‘MetalVale Sinos’ foi elaborado pelo Sebrae.

Pequenas empresas do polo metalmecânico do Rio Grande Do Sul participam do projeto regional "MetalVale Sinos", desenvolvido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Com as dicas, elas aumentaram a produção e prestação de serviços.

Na cidade de São Leopoldo, duas indústrias receberam dicas de gestão para estimular a competitividade, conquistar novos mercados e aumentar o faturamento.
O Vale do Rio dos Sinos, na Região Metropolitana de Porto Alegre, é uma das áreas com maior potencial econômico e industrial do Rio Grande do Sul. A região abriga empresas voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e serviços avançados.

Uma fábrica de automação em São Leopoldo foi criada há 22 anos pelos empresários Nestor Freiberger de Medeiros e Ricardo Kiszewsk. No início, fabricavam placas eletrônicas de iluminação de emergência. A empresa tinha problemas de administração e os sócios não sabiam nem quanto ganhavam.

Em 2004, os empresários participaram de projeto MetalVale Sinos do Sebrae, que tem o objetivo de aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas.

“Todos nós somos técnicos. E a questão da gestão sempre ficou para trás. Então, agora com o Sebrae, nos apoiando com todos esses programas de incentivo, consultorias que estão sendo feitas, hoje a gente tem uma noção de gestão da empresa”, afirma Kiszewsk.

Hoje, a fábrica tem mais dois sócios e ocupa uma área de 2 mil metros quadrados. Ao todo, 50 funcionários produzem equipamentos para a área de construção civil, automotiva, eletrônica e montagem de peças em componentes em linha de produção.

“A gente procura automatizar o processo manual onde teria problema de ergonomia, problema de repetitividade de processo. A gente procura fazer isso de forma automática”, diz Medeiros.

Com o Sebrae, os empresários passaram a conquistar clientes mais próximos, os que já estão localizados no Vale dos Sinos. “Hoje a gente trabalha com cerca de 80 empresas aqui no Vale dos Sinos. E essas empresas vêm crescendo e vêm surgindo em função das necessidades de grandes empresas fornecedoras de produtos, serviços”, diz Saulo Moershel, do Sebrae do RS.
A fábrica de automação atende empresas de todo o Brasil, muitas delas multinacionais. Para conquistar mais competitividade no mercado, também é preciso inovar. Uma máquina, por exemplo, extrai petróleo e ela foi modificada para funcionar apenas utilizando o teclado de computador. A tecnologia é brasileira e foi vendida para o Canadá.

Os engenheiros da empresa desenvolveram o projeto em terceira dimensão. O resultado com a peça pronta impede que o operador se acidente.

A tecnologia desenvolvida pelos empresários se reflete em números. Com a chegada do Sebrae, que abriu espaço para novos parceiros, os números subiram para R$ 7 milhões por ano. “Nós estamos crescendo em torno de 10% ao ano”, afirma Nestor.

Os empresários Luiz Ferruccio Calvo e Sady Clovis Nabinger produzem borracha há quase 50 anos. Eles queriam criar um produto diferenciado no mercado.

A empresa faz todo tipo de peças. Desde cabos para martelos até componentes para carros. Basta o cliente escolher o tamanho e a cor. As peças são compradas por indústrias de caminhões, setor farmacêutico e implementos rodoviários. São mais de 1000 clientes e 15 mil tipos de peças produzidas com borrachas. “São composições que a gente faz de onde ele será usado. Se é contra efeitos de óleo, se é contra efeitos de água, temperatura”, afirma Nabinger.

Com o projeto MetalVale Sinos, apoiado pelo Sebrae, os empresários aprenderam a reduzir custos e a não desperdiçar material. E o volume de perdas caiu para menos de 1%. Com isso, o faturamento subiu mais de 70%.

“A estimativa é que (...) nos próximos anos a gente possa atender empresas diferentes e ir aumentando o número de empresas beneficiadas pelo Sebrae”, revela Moershel.

“A parceria nos tem dado muito conhecimento. Temos aproveitado muito. Os planos que eles nos oferecem, os estágios, os trabalhos, os cursos oferecidos. Tudo tem se refletido muito na nossa empresa”, relata Calvo.

COMPETITIVIDADE
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